"querida consciência,
já fiz o que me disseste. levei o amor à tosquia (dá sempre jeito), aparei as pontas da arrogância, guardei a saudade numa caixa por cima do frasco agora vazio onde tinha guardado o sonho.
logo à noite vou sair e levo a sinceridade comigo. espero que os meus amigos gostem dela.
os inimigos não iriam gostar, mas como já matei o ódio, não tenho cá desses. fui à dispensa buscar arroz e encontrei la caído o meu rancor.
esse deixo-o por lá.
a minha mãe ofereceu-me mais carinho pelo natal, e vou guarda-lo juntamente com o que já la tenho. o meu professor de filosofia diz que nós só damos o que recebemos. se algo nos perturba, transmitimos esse mau ambiente aos outros, que por conseguinte nos transmitem a nós. basicamente colhemos o que semeamos. ele chama-lhe o karma.
por isso vou dar muito carinho, e quem sabe talvez receba a dobrar.
PS: devia ir comprar alguma sanidade, porque a minha está a esgotar-se. mas sinto-me bem sem ela"
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1 comentário:
este é basicamente o momento em que quero dizer palavras que acompanhem a genialidade do texto, mas torna-se assaz difícil e provavelmente acabarei por me ficar por um singelo, mas nao menos sentido, "wow!".
Sim, definitivamente a sanidade não faz grande falta, a loucura é a voz da arte.
beijo*
Post Scriptum: Ansioso por ver os tais poemas sobre DST's.
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