domingo, 24 de fevereiro de 2008

queres que te faça um desenho?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Lycan, (qualquer coisa)...

vinde, oh clara Lua de puros desejos, senti todo o meu coração como parte do vosso pois sois vós quem me dá forças para continuar a lutar por entre a neblina que vossas fiéis cativas instalaram sobre o meu dia. sabeis o quanto preciso da vossa doce ingenuidade para seguir em frente, e como me sinto mais confiante quando olho para cima e vejo, resplandecendo sobre a natureza, um manto prateado com que cobris o meu mundo de noite. beijai então o meu caminho com reflexos tímidos e hesitantes, com tal sorriso de criança que nem o maior arvoredo se atreverá manter as trevas. sois vós, majestosa Lua, aquela beleza inatingível, aí em vosso trono de escuridão cravado de diamantes estrelados, fazendo inveja a todos os que debaixo vos olham, na esperança de um dia poderem, por fim, subir ao vosso reino e lá permanecer, serenos e em paz para todo o sempre.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Uma casa de praia para uma fadinha

Vou comprar.te uma casa na praia.
Sem pavimento para poderes sentir
O crepitar de cada grão de areia
Sob os teus descalços pés,
Onde poderás ser quem és,
Sem nada para te impedir.

Não terá paredes para te proteger
Apenas cortinados feitos de cetim trasparente
Quem dançarão ao sabor da corrente
Que o vento faz passar,
Na praia onde estar feliz,
Vai ser tão frequente, como amar.

Terás um colchão gigante,
Feito com plumas de colibri,
Onde te deitarás no instante,
Em que ao olhar para as estrelas,
E reparares bem nelas,
Verás que também estão a olhar para ti.

Poderás permanecer assim
Na casa do colchão de plumas,
E cortinados de cetim,
A olhares para o céu,
Enquanto lá atrás nas arenosas e esbeltas dunas
A olhar para o céu também,
Estarei sentado eu.

E quando te sentires sozinha,
Na casa do colchão de plumas,
Não vertas sequer uma lágrima, fadinha
Pois sob a luz ofegante do luar,
Basta por mim chamar,
Que estarei lá atrás nas dunas
Pronto para te acompanhar.

Voar

Hoje sonhei que conseguia voar.

Sem necessidade de asas, ou qualquer outra coisa que me ajudasse a fazê-lo mas ao mesmo tempo me prendesse, apenas eu, lá em cima.

sonhei que levitava,
como quem pensa na razão de ser,
sonhei que voava por cima de tudo e todos, que sobrevoava as copas das árvores com a luz do sol a incidir sobre as folhas despidas ao vento a dançar,
sonhei que me dividia qual luz branca que precorre o mundo espalhando cor,
sonhei que ia onde quizesse,
quando quizesse,
e ninguém me podia impedir,
sonhei que estavas lá em baixo,
para o caso de eu cair.

E se não foi um sonho?

Dá-me a mão.
Deixa-me levar-te daqui para fora,
deixa-me ir contigo para a terra proibida á qual chamamos amor.
Se não me quizeres levar para aí, não me importa,
partimos apenas daqui
sem destino,
sem rumo,
sem obrigaçoes,
dispostos a voar até onde o nosso coração nos levar.

Quero ir algures ao teu lado,
Voa comigo fada,
dançaremos no céu ao som do bater das tuas asas,
com aquela música que cantamos em uníssono desde que nos conhecemos,

Voamos de Dia
Voamos de Noite,
e com apenas a cintilante lua para nos iluminar,
Tornarnos-emos:
Lendas Do Luar

Vamos voar?