domingo, 6 de janeiro de 2008

o abraço

chegaste, de onde tudo se resumia a um grande nada, abraçaste-me. sussurraste-me ao ouvido:
"no teu bolso"
"no meu bolso?"
"a vida que te prende aqui, guarda-a no teu bolso e vem comigo descobrir"
"o que há para descobrir?"
"o incerto, o inexistente, o inexplicável. talvez inalcançavel, mas nem assim desistiremos de procurar"
"basta-nos esperar que o certo vem ter connosco"
"nós não queremos o certo"

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