agarra a minha mão! não me deixes cair!
o meu medo de perder a razão é tal que me apoio em tudo o que se atravessa no meu caminho.
atravessaste-te.
suporta-me.
dá-me vontade de continuar.
ouve-me, olha-me nos olhos e diz que não queres reconfortar-me!
diz. diz que não queres acolher-me no teu abraço para nunca mais me largar.
agarra a minha mão! os dedos entrelaçados nos meus. encosta a tua cabeça à minha. fica.
fica para sempre nesta posição pouco ortodoxa que é suportar-me.
não vás, nem por um segundo, para outro lugar. não pares de correr a meu lado, continua. volta a ajeitar-me o cabelo à tua maneira, juro que não me volto a queixar, mas fica. volta a confiar em mim, juro que te oiço e não te julgo, confia. volta a abraçar-me, eu retribuo. volta. continua a agarrar-me a mão, não me deixes cair. preciso dessa força que me puxa para cima, que me impede de afogar
quero que fiques na minha caixinha
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
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