segunda-feira, 17 de março de 2008

quando olho para o chão atrás de mim e vejo o que já caminhei tenho a certeza de que não há mais nada a fazer. quando penso em mim penso inevitavelmente na existência, e na razão de ser. porquê? porquê ser? porque não apenas estar? momentaneamente. ou não estar de todo. por que não apenas existir e não ser nada?
sou apenas corpo, sou apenas carne. como posso orgulhar-me de ser se apenas estou? eu estou aqui. faço o quê? existo, não estou.
se começo a pensar em tudo o que já fiz apenas fico frustrada com o que ainda tenho por fazer.
liguei a aparelhagem e sentei-me nas almofadas. ao pressionar os olhos com as mãos, pude sentir-me a coisinha mais minúscula no meio deste universo. depressão? não me parece. julgo que todos se debatam com as mesmas questões todos os dias, mas simplesmente não se dão ao trabalho de contar.

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